domingo, 1 de agosto de 2010

OS CUMPANHEIROS SE MERECEM: DOSSIÊ PRA TODOS

Guido Mantega foi alvo de dossiê atribuído a bancários do PT
Folha On Line

Na briga por cargos e poder na administração do presidente Lula, até o ministro Guido Mantega (Fazenda) foi alvo de um dossiê apócrifo que o próprio governo identifica como elaborado pela ala do partido egressa do sindicalismo bancário. O material, obtido pela Folha, traz acusações de tráfico de influência no Banco do Brasil contra a filha de Mantega, a modelo Marina. No final de abril, o papel foi enviado para a presidência do BB, para o gabinete de Mantega e para a Casa Civil.

O objetivo era forçar o ministro a desistir de nomear o vice-presidente do BB Paulo Caffarelli para a presidência da Previ (fundo de pensão dos funcionários do banco), um colosso de R$ 150 bilhões de patrimônio. Caffarelli acabou preterido por ordem do Planalto, mas os bancários também saíram enfraquecidos. O nome por eles defendido para assumir a presidência da Previ, Joílson Ferreira, não foi escolhido. Além disso, os dois principais expoentes do grupo, o ex-presidente do PT Ricardo Berzoini e o ex-presidente da Previ Sérgio Rosa, perderam espaço no governo e foram alijados da campanha de Dilma Rousseff à Presidência.

ENCONTROS

O papel traz dados inverídicos. Diz, por exemplo, que Caffarelli autorizou, quando esteve na Previ (foi gerente de investimentos imobiliários entre 1999 e 2000), aplicações em títulos e ações desastrosas para o fundo. Sua área, porém, não tinha relação com renda variável. Mas o documento relata também que Marina esteve com Caffarelli para encaminhar pleitos por diversas vezes na sede do BB em São Paulo. Segundo Caffarelli, os encontros realmente ocorreram. Marina nega.

Caffarelli disse à Folha que a recebeu em três ocasiões e contou, de forma genérica, quais foram os pedidos. Mas afirmou que nenhum foi levado adiante. Na versão dele, o primeiro pedido foi para a abertura de conta para a loja de uma amiga. Na segunda ocasião, ela teria solicitado informações sobre uma linha de crédito para exportação de frango. Na terceira, queria renegociar dívidas de uma empresa.

No último caso, segundo a Folha apurou, tratava-se da Gradiente. Marina namora um dos sócios da empresa, Ricardo Staub. Mas o banco manteve as medidas judiciais contra a empresa. Apenas pessoas de dentro da máquina pública saberiam dos encontros de Marina com Caffarelli. Nas últimas quatro semanas, a Folha ouviu nove pessoas que fazem parte da estrutura do governo. Todas confirmaram que, para o Planalto, a cúpula do BB e a Fazenda, partiu dos bancários a produção do dossiê.

PT

Nas conversas, foram apontados dois supostos autores, ambos filiados ao PT e muito próximos de Berzoini.
O primeiro se chama Alencar Ferreira, secretário-executivo do Ministério do Trabalho na gestão de Berzoini, que comandou a pasta entre 2004 e 2005. Ele nega quaisquer irregularidades. Quando Caffarelli foi alçado a vice-presidente do banco, no final de 2009, bateu de frente com Ferreira, que na época estava na Companhia de Seguros Aliança do Brasil, uma coligada do BB. Caffarelli tirou Ferreira da empresa.

O segundo suspeito, para integrantes do governo, é José Luís Salinas, que perdeu o cargo de vice-presidente de tecnologia do BB em junho. Salinas testemunhou, segundo executivos do banco ouvidos pela Folha, encontros de Marina com Caffarelli no prédio da Paulista. As suspeitas do governo chegaram ao conhecimento dos bancários. Em meados de maio, Alencar Ferreira ligou para dois vice-presidentes do BB para dizer que nada tinha a ver com o dossiê.

Sérgio Rosa também quis se desvincular do episódio. No dia 21 de maio, pediu para ser recebido por Mantega, que o atendeu, em São Paulo, fora da agenda oficial. Rosa solicitou a audiência a pretexto de fazer um balanço de sua gestão, que se encerraria no dia 31 daquele mês. Mas aproveitou o encontro para dizer pessoalmente a Mantega que não teve participação no dossiê.

Além de não ter conseguido emplacar Joílson como seu sucessor, o ex-presidente da Previ também não foi convidado a participar da campanha de Dilma, ao contrário do que se cogitava no começo do ano, e não recebeu uma oferta de cargo. No final do ano passado, havia a especulação em círculos governistas de que Rosa poderia ocupar uma diretoria na Vale ou a presidência de alguma empresa de grande porte na qual a Previ tivesse participação.

Mas foi oferecida a ele a presidência da Brasilprev, uma coligada do BB de menor peso. Rosa ainda não disse sim ao convite. Berzoini, por sua vez, perdeu no começo de julho os últimos cargos de sua indicação na direção do BB. Após a saída de Salinas, seu apadrinhado, caíram os diretores José Raya (tecnologia) e Sebastião Brandão (logística). Ele também não participa do comando da campanha de Dilma, como foi cogitado.

CANDIDATOS

ELEITOR DO PT .

CORREDOR DE ÔNIBUS AMERICANA - SANTA BÁRBARA

Geraldo garante corredor de ônibus Americana-Santa Bárbara

Alckmin esteve com 400 pessoas em encontro Unidos por São Paulo e pelo Brasil

Durante encontro Unidos por São Paulo e pelo Brasil, em Americana, Geraldo Alckmin anunciou que em seu governo está garantida a implantação do trecho Americana-Santa Bárbara D'Oeste do Corredor Noroeste, importante iniciativa do governo do Estado para acelerar e oferecer mais conforto e segurança no transporte de ônibus na região de Campinas.

"No trecho Campinas-Hortolândia, chegando até Sumaré, faltam poucas obras. Pretendemos rapidamente fazer o corredor Americana-Santa Bárbara. E depois interligar. Aí teremos o corredor ligando praticamente todas as cidades da região noroeste da região metropolitana de Campinas ", afirmou o candidato.

O projeto do Corredor tem objetivo de priorizar o transporte coletivo na região de Campinas, estabelecendo ligação viária entre os municípios que concentram cerca de 70% da demanda. A extensão total será de 32,7 km. A EMTU (Empresa Metropolitana de Transporte Urbano) contabiliza o movimento de cerca de 116 mil passageiros por dia na região.

Serão 8 terminais: Hortolândia, Campinas, Sumaré, Campo Grande, Montemor, Nova Odessa, Sumaré e Americana, e quatro estações de transferência (Bosch - em Campinas, Rosolém, Olívio Franceshini e Amanda - todas em Hortolândia. Terá recolhimento de bilhetes e monitoramento eletrônicos, equipamentos com baixa emissão de poluentes e ônibus com tecnologia porta esquerda





sexta-feira, 30 de julho de 2010

IRMÃOS DE SANGUE

FÁBRICA DE LULAS

Mercadante acusa o governo paulista de transformar escolas em fábricas de lulas.

Na mais recente edição do Monitoramento de Educação para Todos, divulgado em janeiro pela Unesco, o Brasil ocupa um bisonho 88° lugar no ranking que incluiu 128 países. Nenhuma surpresa. O sistema educacional brasileiro está em frangalhos. Os investimentos do governo Lula são anêmicos. O ministro Fernando Haddad não consegue organizar sem sobressaltos sequer um exame do Enem. Existem no país 14,2 milhões de analfabetos com 15 anos ou mais, metade dos quais sobrevive no Nordeste.

O Tribunal Superior Eleitoral divulgou há dias o tamanho e o perfil do eleitorado brasileiro. Como registra Roberto Pompeu de Toledo na edição de VEJA desta semana, 5,9% dos 135,8 milhões de eleitores são analfabetos, 14,6% dizem saber ler e escrever, mas não frequentaram a escola, e 33% frequentaram a escola, mas não chegaram a concluir o primeiro grau. “Na soma das três categorias, 53,5% do eleitorado na melhor das hipóteses resvalou pela escola”, constata o colunista.

Até os carrinhos de pipoca estacionados nas portas dos colégios sabem que São Paulo, embora também esteja longe do estágio alcançado por países do Primeiro Mundo, tem o desempenho menos lastimável entre todos os Estados. Só o senador Aloizio Mercadante não sabe disso ─ ou finge que não sabe, o que dá no mesmo. Nesta quarta-feira, durante a sabatina promovida pelo UOL, o candidato a governador ensinou que a educação vai bem no Brasil inteiro, menos em São Paulo. Por culpa dos tucanos, naturalmente.

Depois de afirmar que as escolas paulistas foram transformadas em fábricas de ignorantes (e por isso mesmo fortes candidatos ao desemprego), Mercadante declarou-se prisioneiro da angústia. “O que você fala para um menino que está há 12 anos na escola do PSDB e agora chega no final do ensino médio e não sabe o que vai fazer?”, perguntou aos brados o Herói da Rendição. “Como é que vai entrar no mercado de trabalho se não tem o domínio básico da leitura, das primeiras contas, da aritmética, da matemática, do conhecimento básico?”

Há pelo menos 30 anos, afinado com todos os companheiros diplomados ou não, ele garante que não é preciso estudar para ser presidente da República. Há pelo menos 20 recita que qualquer reparo à formação indigente do chefe é coisa de preconceituoso. Há sete anos e meio repete que o maior dos governantes desde a primeira caravela é a prova viva de que a acumulação de conhecimentos é hobby de elitista. Só agora resolveu inquietar-se com o fantasma da ignorância.

O que dizer a um jovem que precisa de emprego mas “não tem o domínio básico da leitura, das primeiras contas, da aritmética, da matemática, do conhecimento básico?” Boa pergunta, deveriam apartear em coro os jornalistas presentes, para em seguida responder aos berros: “Diga ao menino que ele pode virar presidente da República!” Talvez consiga um segundo mandato. E escreva o prefácio de outro livro do companheiro Aloízio Mercadante.




EXCELENTE INICIATIVA

TodoDia lança campanha do Voto Regional


Repetindo iniciativa de pleitos anteriores, jornal buscar conscientizar eleitor a eleger candidatos da Região



O TodoDia lança hoje a campanha do Voto Regional, com o objetivo de conscientizar o eleitor a votar em candidatos a deputado da RMC (Região Metropolitana de Campinas) e de tornar útil seu voto, elegendo o maior número possível de deputados tanto estadual quanto federal, aumentando a representatividade da Região na Assembleia Legislativa do Estado e no Congresso Nacional, em Brasília.

“É uma campanha suprapartidária que visa ampliar o nosso quadro de deputados. Quanto maior o número de eleitos, maior a nossa representatividade, maior é a possibilidade de os municípios obterem recursos, maior será a nossa região metropolitana”, defendeu o presidente do TodoDia, Roberto Romi Zanaga.

Zanaga foi o criador da campanha, lançada pela primeira vez em 1998. À época, o jornal circulava em cinco cidades (Americana, Santa Bárbara d’Oeste, Nova Odessa, Sumaré e Hortolândia). O objetivo era o mesmo, votar em candidatos da região, e o resultado foi um sucesso. Por estas cidades, foi eleito um deputado estadual (Vanderlei Macris, do PSDB) e um suplente de federal (Francisco Sardelli, do então PFL, que assumiu a cadeira na Câmara Federal mais tarde). Na eleição anterior, em 1994, nenhum candidato da Região havia sido eleito.

Agora, com a circulação ampliada para toda a RMC, Zanaga acredita que é possível potencializar o número de eleitos. “Esta campanha se faz ainda mais importante para o desenvolvimento da RMC (Região Metropolitana de Campinas), tendo mais representantes trabalhando por ela”, complementou. A campanha, que começa hoje, terá peças publicitárias que estimulam a votação nos candidatos a deputado estadual e federal da RMC. “O voto não pode ser desperdiçado, é importante que os eleitores, daqui a quatro anos, saibam em quem votaram. Nosso objetivo é estimular este hábito de cidadania das pessoas, fazendo com que a quantidade de votos da Região lhe dê representatividade ao eleger mais candidatos da nossa Região”, considera.