domingo, 1 de agosto de 2010
CORREDOR DE ÔNIBUS AMERICANA - SANTA BÁRBARA
Geraldo garante corredor de ônibus Americana-Santa Bárbara
Alckmin esteve com 400 pessoas em encontro Unidos por São Paulo e pelo Brasil
Durante encontro Unidos por São Paulo e pelo Brasil, em Americana, Geraldo Alckmin anunciou que em seu governo está garantida a implantação do trecho Americana-Santa Bárbara D'Oeste do Corredor Noroeste, importante iniciativa do governo do Estado para acelerar e oferecer mais conforto e segurança no transporte de ônibus na região de Campinas.
"No trecho Campinas-Hortolândia, chegando até Sumaré, faltam poucas obras. Pretendemos rapidamente fazer o corredor Americana-Santa Bárbara. E depois interligar. Aí teremos o corredor ligando praticamente todas as cidades da região noroeste da região metropolitana de Campinas ", afirmou o candidato.
O projeto do Corredor tem objetivo de priorizar o transporte coletivo na região de Campinas, estabelecendo ligação viária entre os municípios que concentram cerca de 70% da demanda. A extensão total será de 32,7 km. A EMTU (Empresa Metropolitana de Transporte Urbano) contabiliza o movimento de cerca de 116 mil passageiros por dia na região.
Serão 8 terminais: Hortolândia, Campinas, Sumaré, Campo Grande, Montemor, Nova Odessa, Sumaré e Americana, e quatro estações de transferência (Bosch - em Campinas, Rosolém, Olívio Franceshini e Amanda - todas em Hortolândia. Terá recolhimento de bilhetes e monitoramento eletrônicos, equipamentos com baixa emissão de poluentes e ônibus com tecnologia porta esquerda
sexta-feira, 30 de julho de 2010
FÁBRICA DE LULAS
Mercadante acusa o governo paulista de transformar escolas em fábricas de lulas.
Na mais recente edição do Monitoramento de Educação para Todos, divulgado em janeiro pela Unesco, o Brasil ocupa um bisonho 88° lugar no ranking que incluiu 128 países. Nenhuma surpresa. O sistema educacional brasileiro está em frangalhos. Os investimentos do governo Lula são anêmicos. O ministro Fernando Haddad não consegue organizar sem sobressaltos sequer um exame do Enem. Existem no país 14,2 milhões de analfabetos com 15 anos ou mais, metade dos quais sobrevive no Nordeste.
O Tribunal Superior Eleitoral divulgou há dias o tamanho e o perfil do eleitorado brasileiro. Como registra Roberto Pompeu de Toledo na edição de VEJA desta semana, 5,9% dos 135,8 milhões de eleitores são analfabetos, 14,6% dizem saber ler e escrever, mas não frequentaram a escola, e 33% frequentaram a escola, mas não chegaram a concluir o primeiro grau. “Na soma das três categorias, 53,5% do eleitorado na melhor das hipóteses resvalou pela escola”, constata o colunista.
Até os carrinhos de pipoca estacionados nas portas dos colégios sabem que São Paulo, embora também esteja longe do estágio alcançado por países do Primeiro Mundo, tem o desempenho menos lastimável entre todos os Estados. Só o senador Aloizio Mercadante não sabe disso ─ ou finge que não sabe, o que dá no mesmo. Nesta quarta-feira, durante a sabatina promovida pelo UOL, o candidato a governador ensinou que a educação vai bem no Brasil inteiro, menos em São Paulo. Por culpa dos tucanos, naturalmente.
Depois de afirmar que as escolas paulistas foram transformadas em fábricas de ignorantes (e por isso mesmo fortes candidatos ao desemprego), Mercadante declarou-se prisioneiro da angústia. “O que você fala para um menino que está há 12 anos na escola do PSDB e agora chega no final do ensino médio e não sabe o que vai fazer?”, perguntou aos brados o Herói da Rendição. “Como é que vai entrar no mercado de trabalho se não tem o domínio básico da leitura, das primeiras contas, da aritmética, da matemática, do conhecimento básico?”
Há pelo menos 30 anos, afinado com todos os companheiros diplomados ou não, ele garante que não é preciso estudar para ser presidente da República. Há pelo menos 20 recita que qualquer reparo à formação indigente do chefe é coisa de preconceituoso. Há sete anos e meio repete que o maior dos governantes desde a primeira caravela é a prova viva de que a acumulação de conhecimentos é hobby de elitista. Só agora resolveu inquietar-se com o fantasma da ignorância.
O que dizer a um jovem que precisa de emprego mas “não tem o domínio básico da leitura, das primeiras contas, da aritmética, da matemática, do conhecimento básico?” Boa pergunta, deveriam apartear em coro os jornalistas presentes, para em seguida responder aos berros: “Diga ao menino que ele pode virar presidente da República!” Talvez consiga um segundo mandato. E escreva o prefácio de outro livro do companheiro Aloízio Mercadante.
EXCELENTE INICIATIVA
TodoDia lança campanha do Voto Regional
Repetindo iniciativa de pleitos anteriores, jornal buscar conscientizar eleitor a eleger candidatos da Região
Repetindo iniciativa de pleitos anteriores, jornal buscar conscientizar eleitor a eleger candidatos da Região
O TodoDia lança hoje a campanha do Voto Regional, com o objetivo de conscientizar o eleitor a votar em candidatos a deputado da RMC (Região Metropolitana de Campinas) e de tornar útil seu voto, elegendo o maior número possível de deputados tanto estadual quanto federal, aumentando a representatividade da Região na Assembleia Legislativa do Estado e no Congresso Nacional, em Brasília.
“É uma campanha suprapartidária que visa ampliar o nosso quadro de deputados. Quanto maior o número de eleitos, maior a nossa representatividade, maior é a possibilidade de os municípios obterem recursos, maior será a nossa região metropolitana”, defendeu o presidente do TodoDia, Roberto Romi Zanaga.
Zanaga foi o criador da campanha, lançada pela primeira vez em 1998. À época, o jornal circulava em cinco cidades (Americana, Santa Bárbara d’Oeste, Nova Odessa, Sumaré e Hortolândia). O objetivo era o mesmo, votar em candidatos da região, e o resultado foi um sucesso. Por estas cidades, foi eleito um deputado estadual (Vanderlei Macris, do PSDB) e um suplente de federal (Francisco Sardelli, do então PFL, que assumiu a cadeira na Câmara Federal mais tarde). Na eleição anterior, em 1994, nenhum candidato da Região havia sido eleito.
Agora, com a circulação ampliada para toda a RMC, Zanaga acredita que é possível potencializar o número de eleitos. “Esta campanha se faz ainda mais importante para o desenvolvimento da RMC (Região Metropolitana de Campinas), tendo mais representantes trabalhando por ela”, complementou. A campanha, que começa hoje, terá peças publicitárias que estimulam a votação nos candidatos a deputado estadual e federal da RMC. “O voto não pode ser desperdiçado, é importante que os eleitores, daqui a quatro anos, saibam em quem votaram. Nosso objetivo é estimular este hábito de cidadania das pessoas, fazendo com que a quantidade de votos da Região lhe dê representatividade ao eleger mais candidatos da nossa Região”, considera.
quarta-feira, 28 de julho de 2010
MORADOR DE RUA DE CURITIBA É CANDIDATO À ASSEMBLÉIA
Personagem eleitoral
Gazeta do Povo
Zezé de Camargo chegou a ser empresário. Mas, falido e abandonado pela família, trocou o endereço fixo pelos mocós há 11 anos
Os excluídos, desempregados e moradores de rua têm um representante nas eleições deste ano. Quem garante é o candidato a deputado estadual José de Camargo, o Zezé de Camargo (PRTB), de 63 anos, há 11 vivendo como sem-teto em Curitiba. “O pior de morar na rua é a perseguição de todo o lado. Minha missão é mostrar que vivemos numa sociedade cruel. Precisamos reverter isso, voltar a acreditar no homem”, filosofa o candidato, enquanto prepara o jantar para colegas de rua, num dos 18 “mocós” que diz frequentar pela cidade.
Zezé de Camargo – homônimo do famoso cantor sertanejo – passa os dias catando latinhas para vendê-las a empresas de reciclagem. Usa em seu trabalho uma caminhonete Chevrolet 78 bastante deteriorada, que hoje lhe serve também de comitê eleitoral. Seu patrimônio também inclui uma moto e quatro celulares. Tudo comprado com dinheiro da reciclagem. “O lixo esconde fortunas”, explica o candidato.
Camargo é articulado (chegou a iniciar o ensino médio) e fala de diversos assuntos até chegar ao seu favorito: a própria biografia – obra já escrita e à espera de um editor. O título: “Catando latinhas, por Deus, pela pátria e pelos moradores de rua”. O candidato conta que foi viver na rua em Marilândia do Sul, sua cidade natal, no Norte do Paraná. Tinha sete anos e os pais haviam se separado. E lá ficou por mais sete anos. “Conheci a fome, o frio e a cachaça”, lembra ele.
Reconciliou-se com a mãe, saiu das ruas e começou a vida de “faz tudo” – de frentista a operador de rádio. Melhorou de vida. Diz que já chegou a ser dono de duas salas de cinema. “Mas a popularização da tevê matou o negócio”, lamenta. Trabalhou ainda em grandes empresas até montar uma próspera factoring (companhia de empréstimos de dinheiro). Até que, diz ele, uma mulher o fez perder tudo. “A ministra [da Economia] Zélia [Cardoso de Mello] e seu plano econômico me levaram 500 mil dólares. Enlouqueci”, relembra ele, ao citar o Plano Collor, lançado em 1990. Em depressão, abandonado pela família e falido, Camargo fez a opção de voltar para a rua em 1999.
Hoje, diz ter feito a escolha certa. Livre da depressão e do alcoolismo, usou a experiência de sem-teto para montar uma associação de proteção aos moradores de rua e recicladores. “A boa reciclagem poderia ser o caminho para milhares de pessoas que vivem à margem. Infelizmente ela é dominada por uma máfia.”
Terno de brechó
Acostumado com a liberdade na rua, Camargo garante que não vai ferir o decoro parlamentar caso seja eleito. “Vou comprar terno num brechó. Mas terei um guarda-roupa no gabinete. Depois da sessão, tiro a gravata e vou pra rua catar latinha. É a minha vida e eu não vou largar por um título de deputado”, promete.
A vaga na Assembleia, assegura ele, será só o primeiro passo rumo ao grande projeto: disputar a Presidência da República em 2014.” Se o Lula chegou lá, por que não posso?”
"CUMPANHEIRO" DELÚBIO !!
ONG fundada por Delúbio é condenada a restituir R$ 7 milhões
Instituto é acusado de fraude contábil e uso de “sede de fachada” em Goiânia para administrar um convênio com o Incra.
Agência Estado
O Instituto Nacional de Formação e Assessoria Sindical da Agricultura Familiar Sebastião Rosa da Paz (Ifaz) foi condenado pela Justiça Federal a restituir R$ 7 milhões aos cofres públicos. A organização não-governamental (ONG) é acusada de fraude contábil e uso de “sede de fachada” em Goiânia para administrar um convênio com o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), firmado em 2006. O ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares aparece como um dos fundadores na ata de criação da entidade.
O vereador Carlos Soares, de Goiânia, irmão de Delúbio, disse que ele não faz parte da ONG. “O nome dele consta na ata de fundação, mas não encontramos nenhuma prova contra ele”, disse o procurador. O Ifaz é dirigido por Paulo César Farias, conhecido como PC Farias, homônimo do ex-tesoureiro de Fernando Collor de Mello.
A condenação da ONG, determinada pelo juiz da 4.ª Vara Federal em Goiás, Juliano Taveira, foi revelada pelo jornal O Globo. O esquema foi descoberto pelo procurador Raphael Perissé, do Ministério Público Federal (MPF), há dois anos. “O Ifaz era só uma fachada”, disse. Segundo ele, a ONG chegou a receber R$ 4 milhões em repasses do Incra.
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