sábado, 15 de maio de 2010

CONFUSÃO PRO LADO DE ALOYSIO NUNES FERREIRA

O 'homem-bomba' do tucano Aloysio Nunes

Fernando Mello e Marina Dias - Veja

Como diretor de Engenharia do Dersa, Paulo Vieira de Souza, também conhecido pelo apelido de Paulo Preto, foi responsável pelas grandes obras viárias do governo de São Paulo nos últimos três anos. Seu trabalho lhe rendeu, em dezembro de 2009, o prêmio de profissional do ano do Instituto de Engenharia de São Paulo. Em 1º de abril deste ano, ele festejou a inauguração do trecho sul do Rodoanel. Oito dias depois, no entanto, foi demitido de seu cargo. A decisão da cúpula da Dersa foi unânime. A nota no Diário Oficial, publicada no dia 21 de abril, não informa a causa da exoneração – e a assessoria de imprensa da empresa afirma apenas que foi uma "decisão de governo". Mas razões extra-oficiais não faltam. Vieira de Souza aparece em uma série de documentos apreendidos pela Polícia Federal na Operação Castelo de Areia, que investigou a empreiteira Camargo Corrêa entre 2008 e 2009. Pelo menos quatro desses documentos, obtidos com exclusividade por VEJA.com, trazem indícios de que o engenheiro era destinatário de propinas da construtora. Um dos papéis mostra quatro pagamentos mensais de 416.500 reais, com data inicial de 20 de dezembro de 2007. A Castelo de Areia foi suspensa, em janeiro deste ano, por uma liminar do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Vieira de Souza, estranhamente, não foi indiciado na primeira fase da operação, e talvez nunca venha a ser. Mas, em ano eleitoral, tornou-se um "homem-bomba".



Ele tem estreitas ligações políticas e pessoais com Aloysio Nunes Ferreira Filho, ex-secretário da Casa Civil de São Paulo e candidato do PSDB-SP ao Senado. Vieira de Souza e Aloysio se conhecem há mais de 20 anos. Quando, no ano passado, o tucano sonhou em ser o candidato de seu partido ao governo de São Paulo, Vieira de Souza foi apresentado como seu "interlocutor" junto ao empresariado. A proximidade entre os dois é tão grande que a família dele contribuiu para que o ex-secretário comprasse seu apartamento. A filha do engenheiro, a advogada Priscila Arana de Souza, e sua mãe, Ruth de Souza, fizeram um empréstimo de 300.000 reais ao tucano — dos quais a advogada arcou com 250.000 reais, conforme revelou o jornal Folha de S. Paulo em dezembro. "A filha dele me emprestou um dinheiro para eu comprar um imóvel, pois eu queria fechar negócio e não podia esperar sair o financiamento do banco. Paguei à Priscila no ano passado mesmo, em três ou quatro prestações. Tenho meus cheques todos registrados. Está tudo correto e documentado", diz Aloysio.

Na versão de Aloysio, a demissão do amigo Vieira de Souza até parece voluntária. "Ele pretendia deixar o governo após a inauguração do Rodoanel", diz. "Foi inaugurado e ele saiu." Souza é mais duro ao falar do assunto. Atribui a demissão a atritos causados pelo seu estilo de trabalho, de dura cobrança de prazos. "Sempre disse que o Rodoanel tinha dia e hora para acabar. E isso incomoda", afirma. "Mas não importa. O Brasil inteiro sabe que o protagonista do Rodoanel fui eu. Não faz diferença se estou dentro ou fora do governo." O engenheiro rebate a tese de que sua exoneração poderia estar ligada às investigações sobre a Camargo Corrêa. "Não tem nada contra mim na Operação", diz ele.


Versão completa da matéria na Revista Veja.


GENTE QUE MENTE: NEM OS CUMPANHEIROS AGUENTAM

Dilma não criou o Luz para Todos, diz colaborador do PT

Folha Online

Os coordenadores da área energética do programa de governo do então candidato à Presidência Luiz Inácio Lula da Silva em 2002 rejeitam a versão contada por Lula na noite de quinta-feira, no programa de TV do PT, sobre o surgimento do Luz para Todos.

Lula atribuiu a ideia a Dilma Rousseff, então ministra de Minas e Energia e hoje pré-candidata petista ao Planalto, e deu a entender que ela ocorreu depois de ele estar eleito. "Uma das coisas que me impressionaram foi o dia em que Dilma entrou na minha sala me propondo a ideia do Luz pra Todos", afirmou Lula na TV. Luiz Pinguelli Rosa e Ildo Sauer, coordenadores da área energética do plano de governo petista, afirmam que a ideia já estava nos programas de Lula desde 1989. Em 2002, era chamado de Universalização do Acesso à Energia.

Segundo Pinguelli, que coordenou os programas energéticos de Lula entre 1989 e 2002, o plano em 2002 já era o de criar um programa para universalizar o acesso à energia, com o governo pagando os custos da chegada da rede até a casa.

Já no governo Lula, Pinguelli lembra de documentos que usavam o nome Escuridão Zero para o programa, em clara referência a outro projeto do governo à época, o Fome Zero. "Não dá para reinventar a história nem mentir", diz Sauer. Lançado por FHC e parcialmente financiado por fundos federais abastecidos por contas de energia, o Luz no Campo apontava a universalização em 2015, o que foi antecipado pelo Luz para Todos para 2008.

Na prática, pode-se dizer que o programa está na mesma situação do Bolsa Família em relação ao governo tucano: foram criados por Lula, mas baseados, ao menos em parte, em ações anteriores, como Luz no Campo e Bolsa Alimentação. O presidente do PSDB, Sérgio Guerra, afirmou ontem em nota que a paternidade do programa é do PSDB.






sexta-feira, 14 de maio de 2010

ADOTE ESTA IDÉIA

OUTDOOR AFIXADO EM CAMPO GRANDE POR TORCEDORES DESCONTENTES

quinta-feira, 13 de maio de 2010

MAIS UMA DOS "CUMPANHEIROS: DILMANDELA


Em propaganda do PT, Lula compara Dilma a Mandela

Foha on line

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a pré-candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, voltaram a estrelar a propaganda eleitoral de 10 minutos do partido exibida na noite desta quinta-feira em rede nacional.
Além de destacar a história pessoal e política de Dilma, Lula a compara com o ex-presidente da África do Sul, Nelson Mandela, que chegou ao cargo depois de 27 anos de prisão.

"Uma parte da história da Dilma me lembra muito a do Mandela. Uma vez o Mandela me contou que só foi para o confronto porque não deram outra saída pra ele. O tempo passou e ele virou um dos maiores símbolos da paz e da união no mundo", afirma Lula. Ele completa: "o que mais admiro na Dilma é a história dela". A peça lembra a luta de Dilma durante a ditadura militar. "Foi uma época muito difícil. Vivíamos nas trevas", afirma a petista. O vídeo volta a dizer que ela não fugiu.




SINAL DOS TEMPOS: "CUMPANHEIRO DO PT" CENSURA JORNAL

Justiça proíbe jornal do ABC em publicar reportagens sobre prefeito

A ANJ considera medidas dessa natureza como uma violação frontal do direito à liberdade de expressão
O Estado de S.Paulo

SÃO PAULO - Em mais um caso de censura determinado pela Justiça de primeira instância, o jornal Diário do Grande ABC está proibido de publicar reportagens que relacionem o prefeito de São Bernardo do Campo, Luiz Marinho (PT), ao suposto descarte de carteiras escolares em bom estado de conservação.

O jornal já recorreu da decisão, tomada pelo juiz Jairo Oliveira Junior, da 1ª Vara Cível de Santo André. Em nota, a Associação Nacional de Jornais (ANJ) criticou a iniciativa do prefeito e o despacho do juiz.
"A ANJ considera medidas judiciais dessa natureza como o estabelecimento de censura prévia que viola frontalmente o espírito e a letra da liberdade de expressão assegurada pela Constituição Federal", afirmou a entidade. "A ANJ apoia a decisão do jornal de recorrer da proibição, para que o mesmo Poder Judiciário que decidiu pela censura prévia restabeleça o primado constitucional. O direito à informação, mais do que dos meios de comunicação, é de toda sociedade."

Marinho, autor do recurso à Justiça, afirmou em nota que não houve "qualquer pedido de censura", e sim "uma determinação judicial" que pune o jornal com multa diária de R$ 500 caso sejam publicadas reportagens que o envolvam com o caso.

A prefeitura nega que as carteiras e cadeiras descartadas estivessem em bom estado de conservação, ao contrário do que afirma o jornal, e considera a reportagem "inverídica e ofensiva, caracterizadora de injúria, calúnia e difamação".Segu ndo Sérgio Vieira, chefe de reportagem do Diário do Grande ABC, a versão da prefeitura sobre o caso foi contemplada no próprio texto que a acusou de jogar fora o material. "Das 117 linhas da reportagem, 33 foram dadas para que a prefeitura se manifestasse."



REPÚBLICA DO SARNEY

Candidato de Sarney no Amapá foi nomeado por ato secreto no Senado

Noticias de Imperatriz
Nacional - O presidente do Senado, José Sarney (AP), segue no malabarismo político que o obriga a duas campanhas: a do Amapá e a do Maranhão. No Amapá, ele articula uma aliança entre PTB e PMDB, da qual deve emergir como candidato ao governo o ex-deputado Luiz Cantuária Barreto (PTB). Que vem a ser o mesmo Lucas Barreto, nomeado por um dos mais de 600 atos secretos, para o Conselho Editorial do Senado, entre 2007 e 2008, com salário de R$ 7 mil. Nessa época, sustentado pelo Senado, fazia sua campanha a prefeito de Macapá, mas foi o terceiro colocado. Na ocasião, ao se defender, Sarney disse não conhecer Luiz Cantuária Barreto, que constava como funcionário do Senado, nomeado por ato secreto.

Depois divulgou nota oficial explicando que o conhecia como Lucas Barreto e, por isso, negara vínculo com o nomeado. Mas, desfeita a confusão, tudo ficou por isso mesmo. Lucas ou Luiz Cantuária, que são a mesma pessoa, foi nomeado por ato secreto e não se falou mais nisso. Agora, ele é candidato com apoio de Sarney, numa aliança com Gilvam Borges, que tenta a reeleição ao Senado. “Praticamente as coisas estão encaminhadas nesse sentido”, disse Gilvam numa entrevista a uma rádio local. No Senado, Gilvam integrou a tropa de choque de Sarney quando este se viu às voltas com o Conselho de Ética em função do escândalo dos atos secretos.


PRESIDENTE DO PSDB CONTESTA SENADOR "IRREVOGÁVEL"

PSDB diz que PT quer fazer de Mercadante um "mero palanque"

Portal Terra

SÃO PAULO - O presidente estadual do PSDB de São Paulo, deputado federal Antonio Carlos Mendes Thame, afirmou, por meio de nota, que o PT quer fazer de seu candidato ao governo do Estado, Aloizio Mercadante, um "mero palanque para a candidata do partido à Presidência da República". Hospitalizado há mais de uma semana em Piracicaba, em recuperação de uma trombose, Thame não poupou críticas ao adversário político.

Na última segunda-feira, o Terra publicou uma entrevista exclusiva com Mercadante, em que ele afirmou que o PSDB tem dificuldades para reconhecer os problemas do Estado, principalmente os ligados ao transporte coletivo, trânsito, educação e segurança pública. Segundo Mercadante, o excesso de praças de pedágio tira a competitividade de São Paulo.

Na nota, Thame defendeu seu partido, que está à frente do governo do Estado há 16 anos. "Para citar alguns de nossas conquistas, o Índice de Desenvolvimento da Educação de São Paulo (Idesp) para os alunos do ciclo 1 do ensino fundamental (primeira à quinta séries) teve um aumento de 18,4% de 2008 para 2009. O Idesp geral do Estado, que envolve todas as séries, subiu 9,4% em apenas um ano".